
Glossário
AGÊNCIAS REGULADORAS
Normalmente um ministério, secretaria, departamento ou outra
unidade do Governo Federal ou Estadual autorizados por lei ou ato
administrativo, para a supervisão geral de projetos, construção,
operação e segurança de barragens e reservatórios, bem como
qualquer entidade para a qual a totalidade ou parte das tarefas e
funções executivas ou operacionais tenham sido delegadas pelo
poder legalmente constituído.
BACIA DE CONTRIBUIÇÃO
Área
da superfície que é drenada para um ponto específico, tal como um
reservatório; também conhecido como bacia hidrográfica ou área da
bacia hidrológica.
BARRAGEM
Estrutura construída transversalmente a um rio com a finalidade de
obter a elevação do seu nível d’água e/ou de criar um reservatório
de acumulação de água ou de regulação das vazões do rio ou de
outro fluido.
BARRAGEM DE REJEITOS
Barragem construída para reter rejeitos ou materiais estéreis de
mineração ou de outros processos industriais.
BORDA LIVRE
Distância vertical entre a maior cota da superfície da água junto
à barragem e a cota mais baixa do topo de uma barragem ou outra
estrutura de contenção.
CAPACIDADE DO RESERVATÓRIO
Capacidade bruta total do reservatório ao seu nível máximo de
armazenamento.
CHEIA AFLUENTE DE PROJETO (CAP)
Cheia afluente mais severa (volume, pico, forma, duração,
sincronismo), para a qual a barragem, e suas estruturas
associadas, são projetadas.
CHEIA MÁXIMA PROVÁVEL (CMP)
Estimativa hipotética da cheia (fluxo de pico, volume e forma da
hidrógrafa) que é considerada como a condição mais severa
"fisicamente possível de ocorrer" numa determinada localidade e
época do ano, com base em uma análise hidrometeorológica
relativamente pormenorizada de uma precipitação crítica que
resulte em escoamento, e fatores hidrológicos favoráveis a um
escoamento máximo da cheia.
CONFIABILIDADE
Probabilidade de desempenho satisfatório de um dado elemento do
empreendimento.
CONSEQUÊNCIA DE RUPTURA
Impactos
a montante e a jusante da barragem resultantes da sua ruptura ou
das estruturas associadas. Uma escala de consequências adversas
que poderiam ser causadas pela ruptura de uma barragem, pode ser
utilizada para classificação.
CONSEQUÊNCIAS INCREMENTAIS DA RUPTURA
Perdas incrementais ou danos que a ruptura da barragem pode
infligir às áreas a montante, a jusante ou à estrutura da
barragem, adicionais a quaisquer perdas que poderiam ter ocorrido
para o mesmo evento natural, ou condição, caso a barragem não
tivesse rompido.
CRISTA DA BARRAGEM
Cota da superfície superior da barragem, não se levando em conta
qualquer abaulamento, meio-fio, parapeitos, defensas ou outras
estruturas que não sejam parte da estrutura principal do
barramento de água.
CRISTA DO VERTEDOURO
Parte superior da seção vertente do vertedouro.
DIQUE AUXILIAR
Barramento de qualquer tipo, construído numa sela topográfica ou
ponto de cota baixa no perímetro do reservatório.
EMERGÊNCIA
Em termos de operação de barragens, qualquer condição que coloque
em risco, a integridade da barragem e de vidas ou propriedades a
jusante, e que requeira uma intervenção imediata.
ESTRUTURAS ASSOCIADAS
Estruturas e equipamentos locais, que não façam parte da barragem
propriamente dita. Incluem, estruturas tais como torres de tomada
d’água, estruturas da casa de força, túneis, canais, condutos
forçados, descargas de fundo, bacias de amortecimento, poços,
galerias, mecanismos de acionamento de comportas, etc.
EVENTO EXTREMO
Um evento que possui uma probabilidade de excepcionalidade anual
muito pequena.
FUNDAÇÃO
Maciço de rocha e/ou solo que forma a base de assentamento para
uma barragem, dique e suas estruturas associadas.
INSPEÇÃO
Inspeção da barragem, diques e estruturas associadas, e suas
fundações com a finalidade de se observar as suas condições e
desempenho.
NÍVEL D’ÁGUA DE JUSANTE
Nível da água no canal de descarga, imediatamente a jusante da
barragem.
NÍVEL MÁXIMO NORMAL
Cota da superfície da água em seu nível máximo normal de operação
em um reservatório.
OMBREIRA
Parte da encosta contra a qual a barragem é construída.
ÓRGÃOS DE DESCARGA
Combinação de estruturas de tomada d’água, condutos, túneis,
dispositivos de controle de fluxo e dissipação de energia, que
permitam a liberação da água do reservatório de uma barragem.
PÉ
DA BARRAGEM
Junção da face de jusante (ou montante) da barragem, com a
superfície de fundação.
PERIGO POTENCIAL
Ameaça ou condição em potencial que pode resultar de uma causa
externa (p.ex. cheias), com possibilidade de criar consequências
adversas.
PLANO DE AÇÃO EMERGENCIAL (PAE)
Documento que contém os procedimentos para atuação em situações de
emergência, bem como os meios de comunicação e os mapas de
inundação que mostrem os níveis d’água de montante e jusante e os
tempos de chegada das ondas de cheia, que poderiam resultar da
ruptura da barragem ou de suas estruturas associadas.
PRECIPITAÇÃO MÁXIMA PROVÁVEL (PMP)
Maior precipitação pluviométrica para uma dada duração
metereologicamente possível, para uma dada área de tormenta em uma
localização específica, em uma determinada época do ano sem levar
em consideração tendências climáticas de longa duração. A PMP é
uma estimativa e um limite físico conectado à precipitação que a
atmosfera pode produzir.
PROBABILIDADE DE EXCEPCIONALIDADE ANUAL (PEA)
Probabilidade de que um evento de magnitude específica seja
igualado ou superado em qualquer ano.
PROPRIETÁRIO
Pessoa física ou jurídica, incluindo-se uma companhia,
organização, unidade governamental, concessionária, permissionária
ou autorizada, corporação ou outra entidade, que detenha quer uma
concessão, permissão, autorização ou licença governamental para
operar a barragem, quer um título de propriedade legal sobre o
local do barramento, barragem e/ou reservatório, o qual é
responsável pela sua segurança.
REAVALIAÇÃO DA SEGURANÇA DA BARRAGEM
Uma reavaliação formal, pormenorizada, executada a intervalos
regulares, para determinar qual o nível de segurança da barragem.
RESERVATÓRIO
Lago (volume de água) acumulada por uma ou mais barragens e/ou
diques, limitado por suas margens.
RISCO
Probabilidade e severidade de um efeito adverso para a saúde, para
a propriedade ou para o meio ambiente. O risco é estimado por
expectativas matemáticas das consequências de um evento adverso.
RUPTURA DE BARRAGEM
Em termos de integridade estrutural, uma liberação incontrolável
do conteúdo de um reservatório ocasionado pelo colapso da barragem
ou alguma parte dela. Em termos de desempenho, é a incapacidade de
uma barragem em desempenhar suas funções.
SISMO MÁXIMO DE PROJETO (SMP)
O sismo que resultaria da mais severa movimentação da fundação que
a estrutura da barragem pode ser capaz de resistir, sem uma
liberação incontrolável de água do reservatório.
SISMO PREVISÍVEL MÁXIMO (SPM)
O maior sismo passível de ocorrer ao longo de uma falha
reconhecível ou dentro de uma região tectônica geograficamente
definida.
TEMPO DE RECORRÊNCIA
Recíproca da Probabilidade de Excepcionalidade Anual (PEA). Por um
longo período de registro, o período de recorrência equivale ao
tempo médio decorrido entre ocorrências de um evento igual ou
superior a uma certa magnitude específica.
VERTEDOURO
Estrutura projetada somente para permitir descargas d’água do
reservatório, tais como soleira vertente, canal, túnel, etc.
