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Certificada a maior área
de floresta tropical do mundo
Terra
Indígena do Baú recebe certificado FSC para uma área de 1,5 milhão de
hectares.
Localizada no extremo sul do Pará, no município de Altamira, a Terra
Indígena do Baú (TI Baú) recebeu, nessa terça-feira (17/10/2006), a
certificação socioambiental FSC para uma área de 1,5 milhão de hectares e
está prestes a receber a certificação orgânica IFOAM.
Em uma região marcada por conflitos fundiários, pressões de atividades
ilegais de madeira e garimpo, a comunidade indígena do Baú buscou
alternativas sustentáveis para o uso da floresta, valorizando seu
principal produto, a castanha.
A retomada do manejo da castanha pelos Kayapós, representa uma grande
contribuição com a reintegração social da comunidade indígena, com a
construção de mecanismos para repartição de custos e benefícios, além de
auxiliar na contínua fiscalização e proteção das suas áreas e divisas
próximas à BR 163.
A comunidade Kayapó também contou com o apoio de diversos parceiros[1]
para estruturar sua cadeia produtiva, investir em consultoria técnica,
financiar a auditoria para certificação, equipamentos e treinamento em
práticas de manejo florestal e beneficiamento do óleo de castanha.
Para conquistar a certificação, a comunidade passou por um processo de
avaliação conduzido por uma equipe de 4 profissionais especializados em
certificação florestal comunitária, orgânica e em questões indígenas, com
fluência no idioma Kayapó.
Durante toda o processo, a equipe considerou os costumes, a língua, a
organização social, as crenças, as tradições, o grande conhecimento e a
estreita relação da comunidade com a floresta e seus recursos.
Além disso, os especialistas se basearam nos Padrões de Manejo de Produtos
Florestais Não Madeireiros (SmartWood), nos Padrões para a Certificação
Orgânica de Produtos Extrativistas (IFOAM/IBD) e utilizaram os
Procedimentos Simplificados do FSC para Manejo Florestal em Pequena Escala
e Baixa Intensidade (SLIMF).
Todo o processo de certificação foi conduzido pelo Instituto de Manejo e
Certificação Florestal e Agrícola (Imaflora) em parceria com o Programa
SmartWood (da Rainforest Alliance) e com o Instituto Biodinâmico (IBD).
Os certificadores acompanharão permanentemente as fragilidades e os pontos
a serem aperfeiçoados, verificados durante a avaliação, através de
auditorias anuais à TI Baú. A comunidade também poderá ser visitada pelos
auditores, caso existam denúncias relacionadas à área.
Com a certificação da Terra Indígena do Baú, o Brasil passa a ter a maior
área certificada FSC na América Latina, contabilizando 5 milhões de
hectares de florestas certificadas (2,7 milhões de floresta natural e 2,3
milhões de plantação florestal), tornando-se a única área indígena
certificada FSC no Brasil.
Para conhecer mais detalhes sobre a certificação da TI Baú, acesse o
resumo do relatório de certificação
(www.imaflora.com/empreendimentoscertificados)

Construtoras
atraem com proposta de super condomínios urbanos
Fonte: Valor Econômico
Fim de um
dia de trabalho pesado. Enquanto enfrenta o trânsito caótico para casa,
você só consegue pensar nas maravilhas que produziria uma boa massagem
relaxante neste momento. O que até pouco tempo atrás seria sinônimo de ter
que fazer um novo deslocamento pela cidade até a academia ou clínica mais
próxima, agora está à distância de um passeio de elevador. Em função da
busca constante das pessoas por conforto, comodidade e, principalmente,
segurança, construtoras e incorporadoras do país investem em
supercondomínios, com áreas de lazer de fazer inveja a bons clubes das
cidades. E na briga pelo consumidor moderno e de alto poder aquisitivo,
vale tudo: spa urbano, quadra de squash, lan house, brinquedoteca
temática, espaço gourmet, sala de música, campo de golf, sauna integrada à
piscina aquecida e coberta, pista de skate, sala de cinema, tecno lounge.
Os exemplos são muitos e não há limite na imaginação das empresas.
"Estamos constantemente fazendo pesquisas com os clientes e procuramos
colocar nos condomínios aquilo que eles exigem", conta Eduardo Barretto,
vice-presidente comercial da MRV Engenharia. "A decisão sobre quais itens
de lazer estarão em determinado empreendimento só é tomada depois de
várias pesquisas quantitativas e qualitativas feitas com potenciais
compradores do empreendimento", diz Ubirajara Freitas, diretor de
incorporações da Cyrela Brazil Realty. Fábio Romano, gerente de
incorporações da Company, vai mais longe. "Fazemos muitas pesquisas também
com os compradores dos nossos imóveis no pós-entrega para saber se algum
item que colocamos em determinado empreendimento do mesmo nível de um
lançamento que ainda vamos fazer e numa região semelhante acabou sendo
subutilizado ou se foi fator determinante na venda".
Um dos
empreendimentos da Company - realizado em parceria com Tishman Speyer com
vendas da Fernandez Mera - que melhor traduz esse conceito de
supercondomínio é o Florida Penthouses, na região do Brooklin, em São
Paulo. A área de lazer do condomínio, que conta com apartamentos de 2, 3 e
4 dormitórios, inclui um spa da rede francesa L'Occitane, campo de golfe,
quadras de squash e de tênis, além de um sistema de pay-per-use de
serviços como costureira, floricultura, banho e tosa de animais,
organização de rotinas domésticas, tickets para shows.
"As plantas
dos apartamentos têm pouca variação, os preços e as condições de pagamento
também. Por isso, um dos pontos determinantes para a decisão de compra é a
área de lazer", diz o gerente de incorporações da Company.
O Ventana,
que a Cyrela está construindo no bairro do Panamby, em São Paulo, com
previsão de entrega em julho de 2007, aposta em vários diferenciais, como
lan house, espaço para meditação, quadra de vôlei de areia, sala de
spinning e de ofurô, só para citar alguns itens. "Entre as vantagens de se
morar em um condomínio-clube está a segurança. Um empreendimento com uma
grande área de lazer fica mais complexo. Fica mais difícil acontecer uma
invasão, um assalto, além de não haver a necessidade de os moradores
saírem para se divertir", diz Freitas.
E esses
benefícios começam a se estender para imóveis de classe média. A MRV lança
no ano que vem, em Brasília, um empreendimento em um terreno de 7 mil
metros quadrados, com unidades de até 80 metros quadrados. "Estamos
planejando ter sauna, área de descanso, redário, home theater, além do que
já é tradicional nos condomínios residenciais padrão", conta Barretto.
A
construtora Tecnisa é outra que aposta em diferenciais de lazer em seus
projetos de alto padrão. No lançamento Avant Garde, em Moema, São Paulo,
incluiu em sua área de lazer, entre outros itens, um petcare, com
infra-estrutura de cuidados para animais de estimação. O projeto do
empreendimento conta ainda com um rock center, que permite ensaios e
apresentações de bandas. Há também um espaço de recreação infantil que
inclui um cinema para crianças.
Você deve
estar pensando que ter tudo isso, assim, à sua disposição a qualquer hora
do dia custa simplesmente uma pequena fortuna no valor do condomínio. Mas
as empresas garantem que isso não acontece. Eduardo Barretto, da MRV,
ressalta que os supercondomínios só podem ser construídos em terrenos com
área extensa para permitir não apenas a construção de um grande complexo
de lazer como também de várias unidades que viabilizem o valor pago de
condomínio. "O grande negócio das empresas do setor, hoje, é descobrir o
equilíbrio entre lazer completo e o número de apartamentos construídos no
espaço do terreno para tornar o preço atrativo. A concorrência entre as
empresas é cada vez mais forte e sairá ganhando quem oferecer a melhor
relação custo-benefício", diz o executivo.
Fábio
Romano, da Company, reforça o coro. "É bom lembrar que muitas vezes os
prédios oferecem as áreas completas e equipadas, mas o prestador de
serviços especializados, como o massagista no spa ou personal trainer na
academia, fica a cargo do morador, que pagará individualmente pelos
serviços, no sistema pay-per-use, sem custo adicional no condomínio".
E qual o
futuro dos supercondomínios, o que ainda está por vir? "O céu é o limite",
diz Eduardo Barretto, da MRV. "Essa é uma tendência que veio para ficar. A
área de lazer é cada vez mais importante na decisão de compra de um
imóvel", complementa Ubirajara Freitas, da Cyrela.

Normas do Conama
asseguram transparência e competências da gestão florestal
Fonte:
Portal Meio Ambiente
O Diário
Oficial da União desta sexta-feira (20) publica duas resoluções do
Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) que contemplam a gestão
florestal brasileira: uma, de no 378, regulamenta o artigo 19 do Código
Florestal e estabelece competências para o licenciamento de exploração
florestal; e a outra, de no 379, cria o sistema de dados de informações no
âmbito do Sistema Nacional do Meio Ambiente (Sisnama) sobre autorizações
de plano de manejo, supressão de vegetação nativa e planos integrados de
indústria e floresta. As normas foram aprovadas na 49ª reunião
extraordinária do Conama, realizada nos dias 14 e 15 de setembro de 2006.
De acordo com a resolução no 379, o sistema de dados e informações vai dar
maior transparência à gestão de florestas públicas, tanto em nível federal
quanto estaduais, assegurando a eficiência da gestão compartilhada das
florestas públicas. Conforme o texto, União, estados e DF terão de
publicar na internet dados sobre autorizações de plano de manejo,
supressão de vegetação nativa e planos integrados de indústria e floresta.
Com a norma, o cidadão, o Ministério Público, os governos federal,
estaduais e a sociedade civil poderão acompanhar o que está sendo feito na
parte de gestão florestal no Brasil. Ela permite também que o sistema se
integre de forma que não tenha contradição, entre as iniciativas feitas
pelos estados e pela União. Pelo sistema haverá mais controle, onde os
estados e a União poderão participar juntos, de forma compartilhada, na
gestão florestal, no combate ao desmatamento e na promoção do uso
sustentável da floresta.
A resolução no 378 regulamenta o inciso III do parágrafo 1º do artigo 19
(Código Florestal Brasileiro), alterado pela Lei de Gestão de Florestas
Públicas (11.284/06), que define os empreendimentos potencialmente
causadores de impacto ambiental nacional ou regional e define atribuições
dos órgãos estaduais de meio ambiente e do Ibama na questão do
licenciamento.
Entre outras competências estabelecidas pela norma caberá ao Ibama a
responsabilidade de licenciar atividade de exploração ou supressão de
vegetação que envolvam espécies da flora ameaçada, e autorização para
planos de manejo florestal sustentável em propriedades abrangidas por dois
ou mais estados, incluindo nesse caso também imóveis rurais.
Compete ainda ao Ibama aprovar empreendimento quando a supressão de
florestas e de outras formas de vegetação nativa envolver uma área de dois
mil hectares na Amazônia Legal e de mil hectares nos demais biomas. Nos
casos de manejo florestal em área superior a 50 mil hectares, deverão ser
respeitadas as regras e limites dispostos em normas específicas para os
biomas.
A exigência do Estudo de Impacto Ambiental (EIA-Rima) está prevista para
casos de obras ou atividades potencialmente poluidoras licenciadas pelo
Ibama. Nesse caso, considera-se empreendimento potencialmente causadores
de impacto regional ou nacional, planos de bacia hidrográficas, regiões
hidrogeológicas, áreas prioritárias para conservação da biodiversidade,
instrumentos de ordenação territorial. Pela norma, a autorização para
exploração de florestas em imóveis rurais numa faixa de dez quilômetros no
entorno de terra indígena demarcada deverá ser precedida de informação
georreferenciada à Fundação Nacional do Índio (Funai)

Projeto
para mudanças no Centro em discussão
Fonte: Zero
Hora
Criada esta
semana pela Câmara de Vereadores, a Comissão em Defesa dos Usuários de
Ônibus de Porto Alegre pretende questionar a viabilidade do plano.
Quer uma
pesquisa sobre o impacto que a mudança vai causar ao comércio e aos
passageiros. O grupo, formado por associações de bairros, está preocupado
também com a possível transferência dos problemas das ruas centrais para
os três portais de passageiros que serão implantados.
- Queremos
discutir o projeto nos mínimos detalhes. Como está, não resolveria o
problema. Seria apenas mais um sistema de baldeação, que foi criado no
passado e não deu certo - afirmou a vereadora Maristela Maffei (PSB), uma
das líderes da comissão.
Ontem, na
tentativa de buscar mais simpatizantes ao plano, a prefeitura fez uma
apresentação detalhada do projeto para veículos de imprensa. Os
secretários de Mobilidade Urbana, Luiz Afonso Senna, e de Gestão e
Acompanhamento Estratégico, Clóvis Magalhães, garantiram que não haverá
aumento no tempo de deslocamento para os usuários nem prejuízos para o
comércio no Centro.
Investimento é
estimado em R$ 210 milhões
- O número
de pessoas na área central será o mesmo. O que vai diminuir é o tempo de
espera para pegar o transporte. Serão menos pessoas paradas nas calçadas,
que dificultam até mesmo o trabalho do comércio - explicou Senna.
A Câmara de
Dirigentes Lojistas (CDL), que inicialmente demonstrou preocupação com as
mudanças, passou a ter posição favorável à idéia depois de conhecer as
alterações.
- O comércio
poderá até ser beneficiado, já que vai facilitar o acesso das pessoas ao
Centro - opinou o presidente da CDL, Vilson Noer.
A prefeitura
está apresentando o estudo a bancos internacionais, com intenção de fechar
parcerias para financiamento. As obras custariam cerca de R$ 210 milhões e
levariam dois anos para serem concluídas.

Cais terá
projetos em novembro
Fonte:
Correio do Povo
Revitalização da
área dependerá de investimentos da iniciativa privada. Muro da Mauá será
mantido
Será recuperado
trecho da Usina à Estação Rodoviária
Em novembro, estarão
concluídas as propostas de utilização da área do cais Mauá, no Centro, que
estão sendo elaboradas pelos grupos técnicos do governo do Estado e da
Prefeitura de Porto Alegre. A garantia foi dada ontem pelo coordenador da
Comissão de Revitalização do Cais Mauá, Edemar Tutikian. Segundo ele, a
partir do 'fechamento do pacote', as propostas serão encaminhadas aos
executivos estadual e municipal.
Tutikian
adiantou o que considera dois fatos consumados sobre as propostas: os
investimentos serão bancados pela iniciativa privada e o projeto não vai
incluir a retirada do muro da Mauá. 'A questão do muro já foi definida.
Ele será mantido. Faz parte do sistema de defesa da cidade contra
enchentes e é uma importante barreira sonora e de segurança', informou.
Segundo Tutikian, a manutenção do muro também se enquadra no conceito que
está sendo trabalhado para a área, de shopping ao ar livre.
As projeções
iniciais dos grupos técnicos indicam para investimentos de cerca de 150
milhões de dólares na revitalização do cais, com geração de 2 mil postos
de trabalho. A área a ser recuperada se estende por 3,3 quilômetros, entre
a Usina do Gasômetro e o trecho paralelo às imediações da Estação
Rodoviária. Os armazéns, que totalizam 85,2 mil metros quadrados, deverão
abrigar equipamentos de lazer, entretenimento, cultura e gastronomia.
Haverá espaço para projetos empresariais.
'Todos os prazos
estipulados serão cumpridos', assegurou Tutikian. Ele lembrou que o
conceito existente no Puerto Madero, em Buenos Aires, é uma referência
para as propostas do cais Mauá, com adaptações para a realidade de Porto
Alegre. 'Também incorporamos, por exemplo, conceitos de projetos
existentes em Portugal e Belém do Pará', informou.

Obra
resgata história da medicina
Fonte:
Correio do Povo
Construção de
centro cultural e reestruturação de hospital mudarão contorno do complexo
Santa Casa
Em breve, o
Complexo Hospitalar Santa Casa de Porto Alegre estará de cara nova. Dois
projetos - a construção do Centro Histórico-Cultural Santa Casa (CHCSC) e
a reestruturação do Hospital Santa Clara - mudarão o contorno da
instituição de 203 anos. Com 3,2 mil metros quadrados, o CHCSC terá museu,
bibliotecas, arquivo e teatro, entre outros espaços. A obra, em andamento,
deve ser concluída em outubro de 2007. As reformas do Santa Clara, cujo
investimento total estimado é de R$ 55 milhões, se iniciarão pela
modernização do Pavilhão Cristo Redentor.
No cargo
desde abril, o diretor-geral da Irmandade da Santa Casa, Carlos Alberto
Fuhrmeister, visitou ontem a redação do Correio do Povo e ressaltou a
importância dos projetos. 'Estas iniciativas integram o planejamento
estratégico que vem sendo desenvolvido desde 2005, que visa à otimização
de recursos e benefícios aos pacientes', afirmou. Fuhrmeister e o diretor
administrativo da instituição, Julio Dornelles de Matos, foram recebidos
pelo diretor administrativo da Empresa Jornalística Caldas Júnior, Carlos
Ribeiro.
O Hospital
Santa Clara responde hoje por 48% das consultas da Santa Casa, a maioria
(77%) realizada via SUS. Cerca de 40% dos pacientes atendidos têm mais de
60 anos e a maior parte é de mulheres. 'Por isso, pretendemos desenvolver
trabalho específico com os idosos', frisou Matos. A modernização do
pavilhão deverá custar em torno de R$ 8 milhões e se estender por 18
meses. O CHCSC nasce para resgatar a história da instituição, da medicina
gaúcha e do Rio Grande do Sul. O projeto contempla a revitalização do
conjunto de prédios históricos na avenida Independência e está orçado em
R$ 7,2 milhões. Sociedade e iniciativa privada podem contribuir para as
obras, através de doações dedutíveis no Imposto de Renda e de compensações
com o ICMS. Mais informações no site
www.santacasa.org.br.

Como
estão as obras na BR-101
Fonte: Zero
Hora
O som das
máquinas e o vaivém dos operários aumentaram nas últimas semanas nas obras
de duplicação do trecho gaúcho da BR-101. Os trabalhos avançaram depois
que o Departamento Nacional de Infra-estrutura de Transportes resolveu
problemas burocráticos em relação a desapropriações.
Mas o ritmo
não é uniforme nos 99,5 quilômetros de obras entre Osório a Torres. Quem
sobe em direção a Santa Catarina percebe maior número de construções nos
dois primeiros trechos, entre Osório e Terra de Areia. Nos dois últimos,
há menos áreas onde já se iniciou a terraplenagem. O lado catarinense
contrasta trechos bem avançados e outros sequer iniciados.
É para
acompanhar o andamento das obras que Zero Hora começa hoje uma série de
reportagens. Uma vez por mês, uma equipe percorrerá a estrada para mostrar
ao leitor como estão os trabalhos.

Retenção de águas
pluviais
São Paulo e Porto Alegre
obrigam a construção de reservatórios para contenção da água de chuva.
Medida visa diminuir o comprometimento das edificações com áreas
impermeabilizadas
Basta chover um pouco mais para São Paulo virar um caos. Os problemas não
se resumem a vias interditadas e congestionamentos. Não raro, construções
são destruídas, o fornecimento de eletricidade é comprometido e, pior, as
inundações fazem proliferar doenças e provocam mortes. Para tentar
minimizar os prejuízos das enchentes, há três anos foi promulgada em São
Paulo a lei municipal no 13.276/2002, que torna obrigatória a execução de
reservatórios para as águas coletadas por coberturas e pavimentos nos
lotes, edificados ou não, que tenham área impermeabilizada superior a 500
m².
Em suma, significa que em cada nova edificação na cidade de São Paulo, com
áreas impermeáveis acima da metragem estipulada, deverão ser construídos
reservatórios capazes de reter a água da chuva. De autoria do então
vereador Adriano Diogo (PT) e batizada de Lei das Piscininhas, a
regulamentação determina que a absorção das águas pluviais no lote será
obrigatoriamente garantida pela execução dos reservatórios ligados ao
sistema de drenagem, onde a reserva do terreno para a construção das
piscininhas represente, no mínimo, 15% da área livre de pavimentação.
A
idéia dos reservatórios veio da Europa, onde existem cidades que já
utilizam o sistema de coleta há tempos. No Brasil, a capital gaúcha possui
um método semelhante ao de São Paulo, mas em Porto Alegre a Lei das
Piscininhas está em vigor desde a aprovação do Plano Diretor de 2000.
Calhas, condutores, canaletas e tubulações fazem parte do processo de
retenção das águas nos reservatórios, que é feito à medida que toda a água
da chuva incidente no lote é direcionada às piscininhas. Depois disso, o
excedente segue para o sistema de drenagem urbana, ou seja, sarjetas e
galerias. Para a construção dos reservatórios há diversos materiais.
"Existem muitas formas de se construir o reservatório, desde o método
convencional, com concreto armado, até tanques pré-fabricados. Quando se
deseja um reuso dessa água, outros dispositivos deverão ser projetados,
tais como coletores, filtros e sistemas de bombeamentos", esclarece o
engenheiro e projetista de Instalações da Soeng, Oscar Morio Tsuchiya.
A
engenheira Maria Elisa Germana, da MHA, completa: "Os reservatórios de
retardo podem ser construídos também com anéis pré-moldados, fibras de
vidro e, em casos de pequenos volumes, torna-se viável até com PVC".

Piche fresco
Fonte: Zero Hora
Ações da
Construtora Sultepa, de Porto Alegre, dispararam na bolsa nos últimos
dias.
Só nesta
semana, os papéis da empresa acumulam valorização de 252%, depois de
chegar a uma alta de 66,6% num único pregão. E, no ano, as ações de
Sultepa empilham cotação 368,7% maior.
A cantada de
pneus veio depois de anúncio de entrada de novo investidor na Univias,
consórcio das concessionárias de rodovias Convias, Sulvias e Metrovias.

Obras do dique
seco começam em novembro
Fonte: Correio do Povo
A
expectativa da empresa WTorre é começar no final de novembro a
terraplanagem e a construção das fundações do primeiro dique seco de
grande porte no país, no município de Rio Grande. No momento, está sendo
montado o canteiro de obras na área do Superporto. A informação foi dada
ontem pelo engenheiro Marcelo Botti Monteiro, gerente de contrato da
WTorre. Ele foi o palestrante da assembléia geral comemorativa aos 40 anos
da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) rio-grandina.
Monteiro
falou sobre os impactos do empreendimento no desenvolvimento de Rio Grande
e de São José do Norte. O dique seco é destinado à construção e aos
reparos em plataformas de produção de petróleo do tipo semi-submersível.
Ele destacou que a obra deve durar 17 meses e movimentará recursos
superiores a R$ 200 milhões, dos quais 50% em equipamentos.
Na
construção da infra-estrutura, serão gerados em torno de 400 empregos
diretos, dos quais 80% na região. 'Somente este fato será capaz de
provocar um aumento na economia local estimado em R$ 8,7 milhões nos 17
meses. Além disto, estima-se que a mão-de-obra indireta, como fornecimento
de refeições, serviços de serralheria, marcenaria, mecânica, entre outros,
criarão mais 150 empregos indiretos', relatou.
Outro
reflexo são os convênios com entidades educativas e profissionalizantes. A
empresa pretende implementar projetos de educação ambiental para
funcionários e comunidades específicas. Monteiro ressaltou que o total de
recursos envolvidos nos dez anos em que a Petrobras usará o dique será de
600 milhões de dólares. No período em que a estatal utilizar o dique,
deverão ser gerados 2,5 mil empregos e serão pagos R$ 360 milhões em
salários.

Construtoras
brasileiras disputam participação em obras panamenhas
Fonte:
SindusCon SP
A
construtora Norberto Odebrecht participará da concorrência internacional
para as obras de ampliação do Canal do Panamá. A empresa confirmou o
interesse no projeto e, em seu escritório no Panamá, funcionários
admitiram que uma equipe será formada e enviada para permanecer no país
durante o processo de concorrência. O embaixador do Brasil no Panamá, Luis
Caldas de Moura, informou que, além da Odebrecht, a Camargo Corrêa e a
Andrade Gutierrez também mostraram interesse no projeto.
No último
fim de semana, em uma votação, a população panamenha aprovou o projeto de
ampliar o canal que liga os oceanos Atlântico e Pacífico. A obra, que
deverá custar cerca de US$ 5 25 bilhões, terá como objetivo modernizar e
ampliar o Canal para que possa ser usado por embarcações maiores.
Segundo o
governo local, se nada for feito o canal estará obsoleto em 2012. Ainda
assim, 4% do fluxo mundial de mercadorias passam pelas águas panamenhas,
principalmente em embarcações americanas, chinesas e japonesas. O Brasil é
apenas o 19º maior usuário do canal, já que as dimensões dos navios da
Petrobras e da Companhia Vale do Rio Doce não podem passar pelo Canal.
A Odebrecht já opera no
Panamá, desde o início do ano, em uma obra de irrigação e, nos próximos
meses, poderá ganhar a concorrência para a construção de uma estrada. O
projeto no Canal do Panamá faz parte do fenômeno da internacionalização
das construtoras brasileiras, acostumadas a grandes projetos. A
concorrência, porém, promete ser dura. Empresas como Siemens, Evergreen,
Mitsubishi, além das americanas Caterpillar, Bechtel, Halliburton e
General Electric teriam manifestado interesse nas obras. O Panamá promete
que publicará o edital que abre a concorrência internacional nos primeiros
meses de 2007. As obras seriam iniciadas no final do próximo ano, estando
sua conclusão prevista para 2014.
Bancos
Os projetos
chamam a atenção de bancos, inclusive da Suíça. O Credit Suisse já deixou
claro que teria interesse nas obras e nos eventuais lucros com a passagem
dos barcos. Mas os suíços terão a concorrência de outros bancos, como
Citibank, JP Morgan, HSBC e Bank of Tokyo. Enquanto empresas e bancos se
movimentam, representantes panamenhos na Europa confirmam que gestões
diplomáticas já foram iniciadas por vários governos europeus para deixar
claro que o projeto é apoiado por várias capitais.

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