Manejo
Florestal Sustentável e Exploração de Impacto Reduzido na
Amazônia Brasileira
Fonte:
Linha de Transmissão.com.br
A Amazônia
A Amazônia possui a
maior floresta do mundo, o maior sistema fluvial da Terra e
uma estonteante diversidade de fauna: um quarto de todas as
espécies do planeta. E mais: 20.000 espécies diferentes de
plantas crescem exclusivamente na região. A floresta ainda
contribui com um efeito moderador sobre o clima, além de
ajudar a manter a qualidade das águas e a estabilidade do
solo. Explorar as riquezas da floresta, causando o menor dano
possível a todo seu rico ecossistema, é o desafio que se
impõe.
A recomendação
expressa no relatório “Amazônia sustentável: limitantes e
oportunidades para o desenvolvimento rural”, publicado em 2000
pelo Banco Mundial e Imazon (Instituto do Homem e do Meio
Ambiente da Amazônia), é de que se adote uma política de
desenvolvimento para a Amazônia com forte ênfase no manejo
florestal sustentável. Esta é a melhor opção para o uso do
solo em 83% da extensão da Amazônia Legal. Não mais de 17% das
terras, ao sul da região, numa zona caracterizada por chuvas
moderadas com menos de 1.800 mm por ano (a chamada Amazônia
seca), prestam-se, com alguma possibilidade de êxito
econômico, à agropecuária. Entretanto, alerta o relatório, se
não houver controle das forças de mercado, o uso do solo será
baseado na exploração madeireira predatória e na pecuária
extensiva. Nesse caso, a economia dos municípios da Amazônia
tenderá a seguir o ciclo de boom-colapso.

A Amazônia Legal
brasileira estende-se por uma região de 5 milhões de km2, mais
da metade de todo o território nacional. Engloba os estados do
Amazonas, Pará, Amapá, Roraima, Acre, Rondônia e Tocantins, a
maior parte do estado do Maranhão e o norte de Mato Grosso.
A exploração
convencional
Atualmente, a maior
parte da exploração madeireira na Amazônia ainda é praticada
segundo os métodos convencionais, destrutivos e fundados numa
visão imediatista. E, ainda, 80% dos que se dedicam à extração
convencional de madeira o fazem ilegalmente, em áreas onde a
retirada das árvores não foi previamente autorizada pelo órgão
governamental responsável, o IBAMA (Instituto Brasileiro do
Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis),
incluindo-se entre essas áreas aquelas de preservação, como
terras indígenas, por exemplo. A exploração convencional da
floresta danifica profundamente as áreas que explora: destrói
até 2 m³ de madeira para cada m3 aproveitado, reduz em até
60%, ou mais, a cobertura florestal, perturba severamente os
solos minerais e danifica ou mata até 40% da biomassa. Áreas
assim exploradas são abandonadas com muitos resíduos e essa
flora danificada, seca e altamente combustível, expõe a
floresta a riscos de incêndio. Todas essas perturbações geram
ainda um tremendo impacto econômico: o grande lapso de tempo
entre os ciclos de corte - entre 60 anos e, talvez, nunca mais
- necessário à regeneração da floresta. O resultado é que, com
grande freqüência, essas áreas são invadidas ilegalmente ou
transformadas em pobres pastagens.
