ALVENARIA ESTRUTURAL NÃO
ARMADA
Fontes:
Revista Arquitetura & Construção - jan/98
Catálogo Técnico da Prensil S/A.
No sistema
convencional de construção, as paredes apenas fecham os vãos
entre pilares e vigas, elementos encarregados de receber o
peso da obra. Por outro lado, na alvenaria estrutural esses
elementos são desnecessários, pois as paredes - chamadas
portantes - distribuem a carga uniformemente ao longo dos
alicerces.
Para erguê-las, é preciso usar blocos especiais, mais
resistentes que as peças de vedação. Eles podem ser de
concreto, cerâmicos, sílico-calcários ou de concreto celular,
sendo também possível recorrer aos tijolos maciços, assentados
com juntas desencontradas e amarrados com ferragens. A
utilização desse sistema permite diminuição significativa no
custo da obra, porém é preciso que os projetos, mais
detalhados, já sejam elaborados considerando a modulação dos
blocos e as características da solução, pois as etapas de
construção são diferentes.
A alvenaria estrutural também possibilita economia no
tempo de execução e na mão de obra. Como são furados, os
blocos permitem a passagem de ferragens (quando necessárias) e
de instalações elétricas e hidráulicas, evitando quebras
posteriores nas paredes. Dessa forma, quando totalmente
erguida, a superfície está pronta para receber revestimento de
gesso e, depois, pintura, dispensando reboco e massas grossa e
fina.
Contudo, a alvenaria estrutural pode apresentar
limitações para a realização futura de reformas e mesmo
ampliações na construção; para estas últimas, uma boa
alternativa é já considerar eventuais modificações durante a
elaboração do projeto.
A seqüência esquemática deste processo dá-se da seguinte
forma:
• executa-se o baldrame, nivelando sua superfície e
impermeabilizando-o normalmente;
• procede-se o assentamento dos blocos-chave, situados
nos cantos internos e em cada encontro das paredes internas;
eles devem ser assentados conforme a planta de modulação,
marcando exatamente a posição das paredes. É importante o
nivelamento entre eles;
• entre os blocos-chave são assentados os blocos da
primeira fiada, na quantidade exata da planta de
modulação, com 1cm de junta vertical;

• nos
cantos da edificação colocam-se gabaritos de altura, com
marcação das fiadas a cada 12,5cm;
• levantam-se, em cada encontro, quatro fiadas (com 0,50m
de altura) em forma de escantilhão, sendo mantido o nível e o
prumo das fiadas. Nos cantos externos os blocos são amarrados
entre si pelo sistema de assentamento; nos encontros da
paredes internas com a alvenaria da fachada a amarração é
feita com ferros (¼") em forma de dois "L" (0,50 x 0,50m) a
cada 3 fiadas (obedecendo-se detalhes do calculista);
• no assentamento das demais fiadas, a linha de nível na
aresta dos blocos dos escantilhões manterá toda a alvenaria no
nível e prumo requeridos;
